segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quando a gente passa muito tempo congelada, alguém vem e decide sua vida e só te entrega o relatório, é mais ou menos assim que estou me sentindo. Acho que uma das coisas que eu sempre quis foi morar sozinha, e quando acontece não recebo com muita empolgação essa nova condição de vida. Minha mãe, claro fez e continua fazendo objeções, dizendo que eu não estou bem no momento para uma mudança tão grande. Mas talvez esse seja o sopro que eu preciso para recomeçar, ter liberdade para sentir e agir minhas dores sem me policiar com platéia, e aí sim me livrar de tudo que me faz mal.
Essa semana eu resolvi fazer um teste de resistência e assim ter certeza se realmente dou esse passo, se eu conseguir passar a semana toda sem remédios, e claro sem enlouquecer, eu vou, caso contrário, dou um tempo. Eu consegui ficar sem ontem, o resultado foi muito bom não, dormi com o dia amanhecendo e em meio á isso tudo alguns surtos. Hoje já passei várias vezes em frente o remédio e fiquei olhando, resistindo bravamente até agora. O que me permitiu ter uma atitude digamos de consideração.
Sem esperar nada em troca eu vou tentando acertar dentro das minhas limitações, dentro do que eu acho correto, mesmo que eu precise engolir á seco um desaforo ou outro. Como não sei por onde começar...começo por todos os lados.